sexta-feira, 4 de julho de 2008

Urso Processado

Um urso não resistiu ao mel e o dono das colmeias decidiu processá-lo.

Não se trata de um episódio de Zé Colmeia*. Aconteceu mesmo, um macedónio resolveu processar um urso que lhe andava a atacar as colmeias à cerca de um ano. Ora, se acham que é estúpido o facto de alguém se lembrar de processar um urso, fiquem sabendo que o tribunal aceitou a queixa e condenou o urso.

O tribunal de Bitola encheu-se de pessoas que queriam assistir ao julgamento. Porém, o urso faltou à audiência, tendo sido julgado à revelia. O urso acabou por ser condenado mas ninguém lhe conseguiu colocar as algemas, muito menos convencê-lo pagar a indemnização.

O apicultor Zoran Kiseloski afirmou ter apresentado queixa por estar desesperado, porque havia mais de um ano que tentava proteger as suas colmeias, por si só. Segundo a BBC, o dono das colmeias conseguiu afastar o animal por algum tempo ao usar um gerador para iluminar a área e ao pôr a tocar folclore da Sérvia. Todavia, passado pouco tempo o gerador avariou-se, e no escuro e em silêncio o urso retomou os ataques.

O problema maior desta situação é que o Estado não conseguiu obrigar o urso a pagar a indemnização e não pode capturar o urso por pertencer a uma espécie protegida. Assim, o Estado viu-se forçado a ter de pagar ao apicultor do seu próprio bolso 2238€.

*Para quem não se lembra o Zé Colmeia era um desenho animado. O Zé Colmeia vivia no parque de Jellystone, algures nos EUA. Era nesse parque que ele e o Catatau passavam a vida à procura de cestas de piquenique que rouba de turistas.


Descobertas do século!!

Era capaz de se casar com um robot?


Um cientista britânico, especializado em inteligência artificial, concluiu uma tese de doutoramento em que defende que num futuro relativamente próximo será possível um ser humano apaixonar-se e casar-se com um robot.

Na sua tese «Relações íntimas como companheiros artificiais», defendida com sucesso na Universidade de Maastricht, na Holanda, David Levy argumenta que a semelhança entre os autómatos e as pessoas será tão grande a nível físico como emocional que será viável uma relação amorosa humano-máquina.

Esta conclusão resultou, de acordo com o cientista, de uma pesquisa exaustiva baseada em cerca de 450 publicações sobre psicologia, sexologia, inteligência artificial, robótica, estudos de género e interacção humano-computacional.

Bebé à prova de bala?

Carrinho de bebé ou berço à prova de bala, escudo e capacete para brigas, tudo isto pode ser encontrado num site, onde até se promete entrega grátis para encomendas superiores a cem dólares. Nesta página é também possível assistir a um vídeo onde é testado o carrinho de bebé, com a respectiva criança dentro e a mãe a usar a metralhadora.

Agora, só precisa saber que o video é falso e serve de promoção ao filme «Shoot'em Up», com estreia marcada para os Estados Unidos esta quinta-feira. Ainda assim, houve quem acreditasse e ficasse, obviamente, chocado.

«O compromisso para proteger o teu bebé é mais do que algo racional. É algo inato», sugere o site, que se apresenta bastante credível, apesar do absurdo publicitado. O catálogo está organizado em cinco categorias: camuflagem, blindagem, produtos para casa, defesa contra armas químicas e merchandising.

Fique a saber que o berço «custa» 499 dólares, o carrinho 599, o escudo a partir de 119 e os produtos de merchandise a partir dos doze dólares. A pistola Taser, disponível em várias cores, pode ser «adquirida» por 40 dólares.

visitem: http://bulletproofbaby.net/

Obrigado por tudo mãe!

Tudo o que sempre necessitei saber, aprendi com a minha mãe:

A minha mãe ensinou-me a apreciar um trabalho bem feito:
‘se tu e o teu irmão se querem matar, vão lá pra fora. Eu acabei de limpar a casa!!!


A minha mãe ensinou-me a ter fé:
‘é melhor rezares para essa mancha sair do tapete. ‘


A minha mãe ensinou-me a lógica:
‘por que eu digo que é assim, acabou, e ponto final! ‘


A minha mãe ensinou-me o que é motivação:
‘continua a chorar que eu vou-te dar uma razão verdadeira para chorares! ‘

A minha mãe ensinou-me genética:
‘és igualzinho ao traste do teu pai! ‘

A minha mãe ensinou-me as minhas raizes:
‘deves tar a pensar que nasceste numa família rica. ‘

A minha mãe ensinou-me a contradição:
‘fecha a boca e come!!!’

A minha mãe ensinou-me a ter força de vontade:
‘vais ficar aí sentado até comer tudo’.


A minha mãe ensinou-me sobre justiça:
‘um dia terás os teus filhos, e eu espero eles sejam iguais a ti… vais ver o que é bom.’


A minha mãe ensinou-me a valorizar um sorriso:
‘responde-me de novo e eu arrebento-te os dentes!!!’


A minha mãe ensinou-me a rectidão:
‘eu ajeito-te nem que seja com porrada!!!’


Obrigado, Mãe!!

domingo, 29 de junho de 2008

Berlusconi - o intocável

O que fazer quando se tem problemas com a justiça?

A resposta a esta questão é simples, embora possa ter várias variáveis.

Temos a solução Vale e Azevedo que passa por ir viver para Londres, depois de ter saído da cadeia. Mas nem todos podem contar que o dinheiro das trafulhices que os levaram a ser presos esteja à espera deles de braços abertos quando são libertados, pelo que é preciso tentar evitar ser preso.

É por isso que vos vou apresentar a solução Berlusconi.

A solução Berlusconi é uma solução que já provou a sua eficácia na Itália e que pode ser facilmente adaptada a Portugal, dado que o nosso sistema de justiça já demonstrou que consegue ser pior que o italiano.

Antes de mais para colocar em prática a solução Berlusconi é preciso ter um partido político, coisa fácil no nosso país, afinal o Paulo Portas é líder do CDS/PP e o Santana Lopes teve a lata de se candidatar à liderança do PSD.

Depois de se controlar o partido à escolha é necessário fazer com que o mesmo chegue ao poder. Como fazer isso? Elementar, meus caros. Para tal basta esperar que sejam convocadas eleições e convencer os otários, também designados por eleitores, de que têm a solução para o país. É aconselhado que controlem os meios de comunicação para ajudar na campanha. Para quem não sabe a campanha serve para informar os otários de que em determinado dia, eles têm de ir às urnas votar no vosso partido.

Depois é só esperar que sejam chamados para formar governo, ou seja, dar ministérios aos vossos amigos. E de seguida podem fazer o que fez Berlusconi.

Mas o que é que fez o Berlusconi?!

O primeiro-ministro italiano, fez adoptar pelo seu governo um projecto de lei sobre a imunidade penal das quatro figuras de Estado com mais poder. O projecto de lei prevê a “suspensão temporária” dos procedimentos judiciários contra o Presidente da República, os presidentes do Senado e do Parlamento, bem como contra o primeiro-ministro. A suspensão terá uma duração igual à duração do mandato. Para que não o acusem de querer ficar à margem da justiça, o projecto de lei prevê que o acusado possa renunciar à imunidade, se assim o desejar.

Para que as pessoas não percebam bem o que se está a fazer é preciso que se mande as culpas para cima de outros, e também que arranjem justificações por mais patetas que sejam.


O objectivo desta lei é o de proteger “o desenrolar sereno das funções dos mais altos responsáveis do Estado” italiano, explicou o ministro da Justiça, Angelino Alfano.

Silvio Berlusconi é responsável por “governar sob os ataques constantes de juízes”, denunciou o seu advogado, Niccolo Ghedini, deputado do Partido das Liberdades (PDL), do chefe de governo.

O chefe de governo, cujas relações com a justiça do seu país são notoriamente más, acusa a esquerda de o querer eliminar da cena política com a ajuda daqueles a quem chama de “juízes vermelhos [comunistas]”, uma vez que estes não o conseguiram derrotar nas urnas.

Viram é fácil, escapar à justiça.

A democracia é uma coisa muito bonita.

PS: Esta solução não pode ser usada por todos, pois cada país só pode ter um primeiro-ministro.

sábado, 28 de junho de 2008

A primeira vez

A história que se segue não é recomendada a pessoas sensíveis, a linguagem utilizada pode ferir susceptibilidades.

É uma história real, para quem não sabe o que significa quer dizer que aconteceu mesmo. Eu garanto-vos, eu vi eu estava lá. O nome das personagens foi propositadamente alterado para proteger as pessoas em questão, isto é: o Ricardo, o Nuno, o Luís, o Hélder e o António são nomes inventados por mim ao calhas para me proteger e manter no anonimato.

Outubro de 2004

Coimbra, Portugal

Eram uma vez dois caloiros que acabavam de chegar à bela e esplêndida cidade de Coimbra. Na ânsia de adquirirem conhecimento, eles vieram morar para a residência, um local mágico onde acontecem mais fenómenos estranhos do que no Entroncamento. E eis que um dia aconteceu…a primeira noite de copos em Coimbra.

A noite estava calma, até que o Luís chegou à residência desejoso de conhecer as novas aquisições da casa. Ao ver o Nuno e o Ricardo na sala o Luís fica irrequieto e pergunta logo:

- Como é c*r*lhos?! Vamos para a noite?!

Ao que os novatos responderam em couro em sinal de respeito:

- Oh grandioso Luís, tu que és uma esponja do c*r*lho*, ensina-nos o caminho para a salvação.

Na busca pelo néctar sagrado, juntaram-se o Hélder e o António. E partiram os cinco rumo à Alta coimbrã. A primeira paragem foi o Couraça, esse sítio encantador onde se pode ingerir uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, ao que o Luís chama carinhosamente por jola.

No entanto, rapidamente o grupo de aventureiros se começou a dividir. O Hélder e o Nuno começaram a definir qual seria a primeira tramóia de ambos. O Luís explicava ao António como era ser “O Luís”. O que significava que o Ricardo estava a ser marginalizado.

Porém, após vários metros de cerveja, o Ricardo resolveu soltar as amarras que o prendiam e interroga os presentes:

- Vamos fazer merd*?!

Ao que o experiente Luís, aclara:

- Fod*-se, tive-me a c*g*r a noite toda. Não sentiste, c*r*lho?!

Mas, o Ricardo não se deixou ficar, qual cantor à desgarrada, e contra-argumentou:

- Uma vez em Évora, chamei p*neleiro a um matulão de dois metros. E ele no seu bom-senso torceu-me o nariz.

E foi com este poderosíssimo indício de que a noite ainda estava longe de terminar que os nossos heróis partiram em busca de um local onde lhes pudessem dar abrigo e protecção. Contudo, as forças do mal já tinham desenvolvido uma das suas formas mais ameaçadoras para os jovens estudantes da cidade – a trupe.

Os cinco colegas tentaram desesperadamente livrar-se da perseguição da trupe, porém um deles foi apanhado. A trupe capturou o jovem Ricardo e o seu destino parecia traçado. Mas numa reviravolta épica, eis que um gabiru voltou atrás para salvar o pobre caloiro. O Hélder usando as suas superpoderosas quatro matrículas, virou-se para os elementos da trupe e explicou-lhes quem é que mandava ali, salvando dessa forma heróica o Ricardo.

Ultrapassado este poderoso inimigo, o imprudente Ricardo transportou às suas costas o denso Hélder para longe do perigo que ainda representava a trupe, num raro gesto de arrojo que pude testemunhar na minha vida. Porém, toda a acção tem uma reacção, e a força do Ricardo sucumbiu à carga que pesava sobre ele, e os dois companheiros tombaram, tendo o corcel se aleijado na pata.

A situação exigia medidas extremas e o Hélder com as suas capacidades de massagista analisou a perna do Ricardo. A conclusão foi instantânea:

- Ele está bem. A pata não tem nada. Eu sei ver estas coisas.

Todavia, era impossível continuar, foi necessário chamar e carregar o Ricardo para um táxi. No momento em que colocámos o Ricardo no carro, o Nuno numa acção mais rápida do que o Lucky Luke colocou-se logo dentro do veículo. O António ainda esboçou uma questão:

- Mas tu acabaste de chegar à cidade, sabes onde fica o Hospital?

Contudo, a determinação do jovem aventureiro era enorme, e o grupo dividiu-se. O Nuno e o Ricardo foram para o hospital e o António, o Luís e o Hélder para a discoteca.

Porém, quando estavam quase a chegar ao hospital, o Ricardo resolve deitar cá para fora o que vinha a remoer lá dentro, nomeadamente para cima do motorista. E foi nesse momento que o Nuno provou que fazia todo o sentido ele estar presente. Mais uma vez usando a sua super velocidade, o Nuno sacou da carteira do Ricardo, tirou 10€ da mesma, deu-os ao motorista e disse-lhe:

- Fique com o troco e não nos bata.

E enquanto dizia a frase sai com o Ricardo porta fora, ainda com o carro em movimento, num gesto de aflição para chegar às urgências. Nas urgências diagnosticaram que o Ricardo tinha torcido a patorra e que por isso teria de repousar e não poderia movimentar-se durante uns tempos. Assim, o Nuno e o Ricardo passaram a viver juntos no mesmo quarto, porém as coisas não duraram muito. Penso que o facto de o primeiro ter vomitado para cima do segundo não terá ajudado a relação, pelo que passado pouco tempo se separaram.

Os dois ainda habitam actualmente a residência, apesar de nunca mais terem partilhado um quarto. Por vezes ainda é possível observar as marcas quando o Ricardo coxeia devido à primeira vez dos dois.

Quanto às restantes três personagens desta história, terminaram a noite de um modo mais agradável, talvez porque ao contrário dos outros dois sabiam onde moravam exactamente e não andaram às voltas pela cidade, nem estiveram duas horas a tentar encontrar um caminho para chegar a casa.

FIM

sexta-feira, 27 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Wikipédia apoia Vale e Azevedo

Palavras para quê?! Leiam a citação:

João Vale e Azevedo foi o 31.º presidente do clube desportivo Sport Lisboa e Benfica entre 1997 e 2000, período que, segundo alguns adeptos, terá ficado marcado pela recuperação desportiva do clube.

Vale e Azevedo terá devolvido o prestígio e o orgulho ao SLB. O Estádio da Luz voltou a registar grandes enchentes, tal como outros estádios onde o SLB jogou. O clube regressou à Liga dos Campeões e Portugal voltou a sentir a alma benfiquista com Casas do Benfica a surgirem por todo o país e no mundo onde existem emigrantes portugueses. Assembleias gerais foram realizadas, com milhares de sócios a assistir e transmitidas em directo pela televisão. Vale e Azevedo contratou o treinador José Mourinho, que veio a revelar-se com um dos melhores treinadores mundiais, e lançou vários jogadores das escolas do clube, como Maniche, Moreira, Jorge Ribeiro, Pepa, etc.

Vale e Azevedo deixou o SLB numa das maiores recuperações futebolísticas da história do clube.

No entanto, após ter perdido a reeleição para Manuel Vilarinho. De modo, a destruir o seu trabalho enquanto benfiquista foi preso preventivamente sob várias acusações de fraude e corrupção, vindo a ser condenado em vários processos movidos contra ele.

Em Outubro de 2006, no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, Vale e Azevedo foi condenado a sete anos e meio de prisão por suposta prática dos crimes de falsificação e burla qualificada, em processo movido pela família Dantas da Cunha. Em 9 de Maio de 2008, foi tornada pública uma decisão do Tribunal Constitucional desfavorável a Vale e Azevedo, fazendo, assim, transitar em julgado a sua condenação de 2006 e obrigando o ex-presidente do Benfica a ir para a prisão cumprir a pena.

No entanto, Vale e Azevedo, ausentou-se em 2006 de Portugal e foi viver para um bairro de Londres, Knightsbridge, na vizinhança da Embaixada de Portugal, segundo revelou o Correio da Manhã de 23 de Junho de 2008, o magnata russo Roman Abramovich morra nas redondezas da residência do ex-presidente benfiquista. Foi emitido um mandato nacional de captura contra Vale e Azevedo em 26 de Maio de 2008. O antigo presidente do Benfica está em Londres à frente de uma sociedade de investimento. A 11 de Junho de 2008 foi emitido um mandato de detenção europeu contra Vale e Azevedo, segundo revelou a Rádio Renascença e a imprensa portuguesa. Entretanto Vale e Azevedo já concedeu uma entrevista aos meios de comunicação, na qual expôs a sua versão dos acontecimentos e se defendeu das acusações que pesam sobre ele. Na entrevista o antigo presidente do SLB afirmou que não se encontra foragido à justiça, mas que não irá pagar um avião para voltar para Portugal, onde tentam prendê-lo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Vale_e_Azevedo