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sábado, 28 de junho de 2008

A primeira vez

A história que se segue não é recomendada a pessoas sensíveis, a linguagem utilizada pode ferir susceptibilidades.

É uma história real, para quem não sabe o que significa quer dizer que aconteceu mesmo. Eu garanto-vos, eu vi eu estava lá. O nome das personagens foi propositadamente alterado para proteger as pessoas em questão, isto é: o Ricardo, o Nuno, o Luís, o Hélder e o António são nomes inventados por mim ao calhas para me proteger e manter no anonimato.

Outubro de 2004

Coimbra, Portugal

Eram uma vez dois caloiros que acabavam de chegar à bela e esplêndida cidade de Coimbra. Na ânsia de adquirirem conhecimento, eles vieram morar para a residência, um local mágico onde acontecem mais fenómenos estranhos do que no Entroncamento. E eis que um dia aconteceu…a primeira noite de copos em Coimbra.

A noite estava calma, até que o Luís chegou à residência desejoso de conhecer as novas aquisições da casa. Ao ver o Nuno e o Ricardo na sala o Luís fica irrequieto e pergunta logo:

- Como é c*r*lhos?! Vamos para a noite?!

Ao que os novatos responderam em couro em sinal de respeito:

- Oh grandioso Luís, tu que és uma esponja do c*r*lho*, ensina-nos o caminho para a salvação.

Na busca pelo néctar sagrado, juntaram-se o Hélder e o António. E partiram os cinco rumo à Alta coimbrã. A primeira paragem foi o Couraça, esse sítio encantador onde se pode ingerir uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, ao que o Luís chama carinhosamente por jola.

No entanto, rapidamente o grupo de aventureiros se começou a dividir. O Hélder e o Nuno começaram a definir qual seria a primeira tramóia de ambos. O Luís explicava ao António como era ser “O Luís”. O que significava que o Ricardo estava a ser marginalizado.

Porém, após vários metros de cerveja, o Ricardo resolveu soltar as amarras que o prendiam e interroga os presentes:

- Vamos fazer merd*?!

Ao que o experiente Luís, aclara:

- Fod*-se, tive-me a c*g*r a noite toda. Não sentiste, c*r*lho?!

Mas, o Ricardo não se deixou ficar, qual cantor à desgarrada, e contra-argumentou:

- Uma vez em Évora, chamei p*neleiro a um matulão de dois metros. E ele no seu bom-senso torceu-me o nariz.

E foi com este poderosíssimo indício de que a noite ainda estava longe de terminar que os nossos heróis partiram em busca de um local onde lhes pudessem dar abrigo e protecção. Contudo, as forças do mal já tinham desenvolvido uma das suas formas mais ameaçadoras para os jovens estudantes da cidade – a trupe.

Os cinco colegas tentaram desesperadamente livrar-se da perseguição da trupe, porém um deles foi apanhado. A trupe capturou o jovem Ricardo e o seu destino parecia traçado. Mas numa reviravolta épica, eis que um gabiru voltou atrás para salvar o pobre caloiro. O Hélder usando as suas superpoderosas quatro matrículas, virou-se para os elementos da trupe e explicou-lhes quem é que mandava ali, salvando dessa forma heróica o Ricardo.

Ultrapassado este poderoso inimigo, o imprudente Ricardo transportou às suas costas o denso Hélder para longe do perigo que ainda representava a trupe, num raro gesto de arrojo que pude testemunhar na minha vida. Porém, toda a acção tem uma reacção, e a força do Ricardo sucumbiu à carga que pesava sobre ele, e os dois companheiros tombaram, tendo o corcel se aleijado na pata.

A situação exigia medidas extremas e o Hélder com as suas capacidades de massagista analisou a perna do Ricardo. A conclusão foi instantânea:

- Ele está bem. A pata não tem nada. Eu sei ver estas coisas.

Todavia, era impossível continuar, foi necessário chamar e carregar o Ricardo para um táxi. No momento em que colocámos o Ricardo no carro, o Nuno numa acção mais rápida do que o Lucky Luke colocou-se logo dentro do veículo. O António ainda esboçou uma questão:

- Mas tu acabaste de chegar à cidade, sabes onde fica o Hospital?

Contudo, a determinação do jovem aventureiro era enorme, e o grupo dividiu-se. O Nuno e o Ricardo foram para o hospital e o António, o Luís e o Hélder para a discoteca.

Porém, quando estavam quase a chegar ao hospital, o Ricardo resolve deitar cá para fora o que vinha a remoer lá dentro, nomeadamente para cima do motorista. E foi nesse momento que o Nuno provou que fazia todo o sentido ele estar presente. Mais uma vez usando a sua super velocidade, o Nuno sacou da carteira do Ricardo, tirou 10€ da mesma, deu-os ao motorista e disse-lhe:

- Fique com o troco e não nos bata.

E enquanto dizia a frase sai com o Ricardo porta fora, ainda com o carro em movimento, num gesto de aflição para chegar às urgências. Nas urgências diagnosticaram que o Ricardo tinha torcido a patorra e que por isso teria de repousar e não poderia movimentar-se durante uns tempos. Assim, o Nuno e o Ricardo passaram a viver juntos no mesmo quarto, porém as coisas não duraram muito. Penso que o facto de o primeiro ter vomitado para cima do segundo não terá ajudado a relação, pelo que passado pouco tempo se separaram.

Os dois ainda habitam actualmente a residência, apesar de nunca mais terem partilhado um quarto. Por vezes ainda é possível observar as marcas quando o Ricardo coxeia devido à primeira vez dos dois.

Quanto às restantes três personagens desta história, terminaram a noite de um modo mais agradável, talvez porque ao contrário dos outros dois sabiam onde moravam exactamente e não andaram às voltas pela cidade, nem estiveram duas horas a tentar encontrar um caminho para chegar a casa.

FIM

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Consultório Sentimental

“Puto, tenho longos anos nesta academia e o meu trabalho sempre foi reconhecido pelo meu jeito próprio, elegante e cativante como agarro os cigarros e emborco finos no bar da AAC. Sempre houve um grande consenso à minha volta como DUX. Mas agora andam para aí uns indivíduos que com argumentos dizem que eu estou a destruir a tradição quando tento ganhar dinheiro com a queima. Eles querem roubar-me a coisa mais preciosa que eu tenho. Já apelei à unidade à minha volta e pedi para silenciarem esses seres malvados, mas eles continuam a criticar-me, que devo fazer?”

Anónimo


Caro anónimo do nº 2 da Padre António Vieira, aconselho-te a rodeares-te de pessoas de confiança, aquelas que possuem ambições pessoais muito elevadas no seio da AAC, e que pouco ou nada fazem para promover o movimento estudantil. Só deste modo, garantes que eles não te vão abandonar, pelo menos até terem um convite geral para a próxima queima. A solução é destruíres o que ainda possa restar de actividade estudantil, só assim podes defender a tua galinha dos ovos de ouro.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Procura de emprego

Licenciado em Relações Internacionais procura desesperadamente emprego, só não sabe ao certo em quê.

Possui conhecimentos nas áreas de economia, ciência política, sociologia, história, direito e línguas, por outras palavras sabe de tudo um pouco, inclusivamente sabe tirar cafés, fotocópias e possui experiência na área de enviar faxes e atender telefones.

Quanto à remuneração não se importa de receber dinheiro ou em alternativa bens alimentícios para sobreviver.

Para mais informações procurar na Baixa de Coimbra das 10h às 18h, no TAGV das 18h às 02h e debaixo da Ponte Europa (ou Rainha Santa Isabel) das 02h às 10h.

Traçadinho

Traçadinho procura amigos!

É fácil ajudar. Se queres ser amigo do traçadinho, basta deslocares-te a qualquer tasca em Coimbra, de preferência na Alta (se a ASAE não tiver lá ido fechar o estabelecimento). Este pode ser o melhor amigo do estudante, por isso não recuses a amizade que ele tão altruisticamente te oferece. O traçadinho tem características peculiares, entre elas devo destacar o seu carácter sedutor e alegre.

Lembrem-se que beber é uma necessidade humana, por isso bebam traçadinho. Ele merece.