sexta-feira, 24 de abril de 2009
Abraham Lincoln = John F. Kennedy
Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.
Ambos estiveram muito empenhados em melhorar os direitos civis.
As esposas de ambos perderam filhos enquanto estavam na Casa Branca.
Ambos os Presidentes foram assassinados numa quinta-feira.
Ambos foram alvejados na cabeça.
A secretária de Lincoln tinha de apelido Kennedy,
E a secretária de Kennedy tinha de apelido Lincoln.
Ambos foram assassinados por homens do sul dos EUA.
Ambos foram substituídos por homens do sul com o mesmo apelido: Johnson.
Andrew Johnson, que substituiu Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que substituiu Kennedy, nasceu em 1908
John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.
Tanto Booth como Oswald foram assassinados antes de serem apresentados a julgamento
Ambos usavam e eram conhecidos pelos seus 3 nomes, algo raro nos norte-americanos.
A soma das letras dos nomes de ambos, dá o mesmo número: 15.
Lincoln foi assassinado dentro de um teatro de nome "Ford"
Kennedy foi assassinado num carro Ford, modelo Lincoln.
E, para tornar tudo ainda mais espectacular:
Uma semana antes do seu assassinato, Lincoln esteve em Monroe, Maryland.
Uma semana antes do seu assassinato, Kennedy esteve com Marilyn Monroe.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Direitos Humanos
Depois de muito reflectir sobre esta matéria (fica sempre bem afirmar isto, mesmo quando não é verdade) resolvi abordar a temática dos Direitos Humanos.
Em primeiro lugar, tenho de destruir uma premissa concebida relativamente à minha pessoa. Eu não tenho nada contra os Direitos Humanos. É verdade, não tenho nada contra os Direitos Humanos. Por mais incompreensível que vos pareça eu não faço parte do leque de pessoas que abomina esse conjunto de regras e convenções que visam proteger os mais indefesos. Antes pelo contrário, considero que desde o fim da Segunda Guerra Mundial que eles – Direitos Humanos – têm vindo a assumir um papel extremamente importante e isso é claramente uma evolução positiva, e espero que não haja nenhum retrocesso.
Em segundo lugar, tenho de explicar porque razão é que as pessoas tendem a achar que eu tenho algo contra os Direitos Humanos. Ora, a razão pela qual isso acontece é difícil de explicar mas fácil de perceber, ou então é fácil de explicar e difícil de perceber, ou se calhar não é nenhuma das duas.
De qualquer das formas, eu não tenho nada contra os Direitos Humanos. Mas tenho muita coisa contra as pessoas que falam dos Direitos Humanos. Na minha modesta opinião, os Direitos Humanos são o parente pobre do Sistema Internacional. A verdade nua e crua é que as pessoas apenas falam dos Direitos Humanos como descargo de consciência ou para ganharem alguma coisa com isso. Basicamente é como dar uma esmola ao sem abrigo que se encontra na rua. A pessoa que dá a esmola não faz nada para que ele deixe a rua, apenas lhe dá uma moeda (provavelmente a mais pequena que tem no bolso) para que ele sobreviva e por consequência se mantenha na rua. E não raras as vezes acontece que o sem abrigo a quem damos a esmola tem de a entregar à pessoa que o colocou a pedir esmola.
Transpondo esta situação para o nível mundial a situação é a seguinte. Os dirigentes políticos e os multimilionários gostam de aparecer a dar dinheiro aos pobrezinhos do mundo. Assim, passam a imagem de bonzinhos e conseguem ganhar politicamente com isso. Os pobrezinhos continuam a ser pobres, porque aquilo que recebem é o equivalente à esmola que damos ao sem abrigo.
Admito que me estou a desviar do ponto fulcral, mas tinha de fazer o desvio para chegar ao meu destino. Do mesmo modo que nós só damos ao sem abrigo uma moeda (eu não dou, mas acredito que muito gente dá, caso contrário não haveria tanto sem abrigo a pedir esmola), ou o multimilionário só dá uma ninharia da sua imensa fortuna, ou ainda o dirigente político dá uma minúscula parcela do dinheiro ao seu dispor (afinal os pobrezinhos dos outros países não podem votar nele), também as pessoas comuns só dão um pouco da sua atenção aos Direitos Humanos.
As pessoas até que podem falar muito dos Direitos Humanos e que a situação em África é muito triste e que o Tibete sofre a repressão chinesa, mas a realidade nua e crua é que ninguém faz nada para mudar isso. Admitamos que os Direitos Humanos não são uma prioridade do nosso dia a dia, pois a principal preocupação de cada um de nós é para connosco e para com aqueles que nos são próximos. Não tem nada de mal, pelo contrário, considero que é natural que assim seja.
É esta a razão que faz com que eu não goste das pessoas que falam dos Direitos Humanos, regra geral as pessoas limitam-se a falar e nada fazem. Eu admito que nada faço e limito-me a admirar aqueles que de facto fazem algo e que trabalham na área. Esse pequeno conjunto de pessoas que dedica a sua vida a defender e a proteger os Direitos inalienáveis daqueles que não lhes são próximos e que não se podem proteger a eles próprios merecem da minha pessoa todo o respeito. A essa Elite de homens e mulheres que todos os dias se dedicam a defender os outros eu expresso a minha homenagem…
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
From George Washington To Barack Obama
domingo, 15 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Barack Obama's Inaugural Speech
sábado, 1 de novembro de 2008
Obama a um passo?
Feita uma nova análise com base nas últimas quatro eleições presidências (1992; 1996; 2000 e 2004) diria que o candidato democrata é o que está sem dúvida em melhor posição para chegar à Casa Branca.
Ora, se partirmos do princípio de que os Estados que nas quatro eleições anteriores votaram num partido vão voltar a fazer o mesmo desta vez, Barack Obama conta com 248 votos e John McCain com 135 votos.
Para ganhar é preciso que um candidato consiga 270 votos no colégio eleitoral. Neste momento Obama está à beira da eleição a acreditar nas sondagens.
Apenas um pequeno conjunto de Estados não são dominados por um dos partidos: Nevada (5); Arizona (10); Novo México (5); Colorado (9); Montana (3); Iowa (7); Minnesota (11); Arkansas (6); Louisiana (9); Florida (27); Georgia (15); Tennessee (11); Kentucky (8); West Virginia (5); Ohio (20).
Deste conjunto de Estados podemos começar por excluir facilmente para o Partido Republicano: Montana; Arizona; e Georgia. Nestes Estados os democratas venceram apenas por uma vez na era Clinton e McCain está à frente nas sondagens.
Para o Partido Democrata podemos excluir o Novo México e o Iowa, pois estes Estados apenas em 2004 votaram, por curta margem, no candidato republicano, e Obama encontra-se à frente nas sondagens.
Nos 10 Estados que faltam, McCain lidera as sondagens no Louisiana, Arkansas, Tennessee, Kentucky e West Virginia com larga vantagem. No Nevada e no Colorado Obama está à frente nas sondagens por curta margem.
Pelo que sobram 3 Estados em disputa renhida: Minnesota, Florida e Ohio. Mas, caso McCain não consiga inverter a tendência do Nevada e do Colorado e roubar um outro Estado a Obama as eleições estão perdidas. A não ser claro que se verifique o efeito Bradley…
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Colégio Eleitoral = Problemas
Em 1800, as fragilidades do sistema começaram a ser observadas quando Thomas Jefferson derrotou o Presidente John Adams, mas no colégio eleitoral verificou-se um empate entre Jefferson e Aaron Burr que era o candidato a Vice-Presidente de Jefferson. Em caso de empate cabe à Câmara dos Representantes eleger o Presidente. Como esta era controlada pelo Partido Federalista de Adams muitos foram os federalistas que votaram em Burr o que levou a um novo impasse, até que uma semana depois Alexander Hamilton optou por votar em Jefferson. (Em 1804 Hamilton e Burr enfrentar-se-iam em duelo, do qual o primeiro seria mortalmente ferido).
A eleição presidencial de 1824 ficou marcada por um novo problema. O Partido Federalista tinha desaparecido anos antes e o Partido Democrata-Republicano dominava politicamente, mas esse domínio fez com que 4 homens do Partido se apresentassem como candidatos à Casa Branca. Pelo voto popular a distribuição de votos foi a seguinte: Andrew Jackson (41.3%); John Quincy Adams (30.9%) Henry Clay (13%); William H. Crawford (11.2%). E no colégio eleitoral a distribuição foi: Andrew Jackson (99); John Quincy Adams (84); William H. Crawford (41); Henry Clay (37).
Como para alcançar a maioria no colégio eleitoral eram necessários 131 votos a decisão teve de ser mais uma vez levada para a Câmara dos Representantes. A Câmara dos Representantes escolheu John Quincy Adams para ocupar a Presidência. A Vice-Presidência tinha sido atribuída a John Caldwell Calhoun (nº2 de Jackson) no colégio eleitoral que voltou a reconduzi-lo no cargo 4anos depois quando elegeu Andrew Jackson para a Presidência.
Uma outra eleição que causaria problemas seria a de 1860. Abraham Lincoln do Partido Republicano (fundado em 1854) foi proclamado Presidente o que originou a Guerra da Civil Americana.
Anos antes o Partido Democrata-Republicano tinha-se dividido em vários partidos, dos quais o único que ainda chegou aos nossos dias é o Partido Democrata, pelo que o Partido Republicano conseguiu uma enorme base de apoio no Norte do país.
A divisão do Partido Democrata em duas facções (norte e sul) contribui ainda mais para reforçar o Partido Republicano, o Partido Democrata apresentou dois candidatos, Stephen A. Douglas pela facção Norte e John C. Breckinridge (Vice-Presidente de 1857 a 1861) pela facção Sul.
O resultado no colégio eleitoral foi: Abraham Lincoln (180); John C. Breckinridge (72); John Bell (39); e Stephen A. Douglas (12). Lincoln com apenas 39.8% dos votos face aos 29,5% de Stephen A. Douglas e aos 18.1% de John C. Breckinridge tornou-se no 16º Presidente dos EUA.
Breckinridge tinha vencido em 9 dos 11 Estados do Sul, onde Lincoln apenas obteve 1887 votos populares, onde o Partido Republicano era visto com maus olhos pela sua posição anti-esclavagista.
Assim, a vitória de um candidato do Partido Republicano levou 7 Estados sulistas a declararem a independência antes mesmo da tomada de posse do novo Presidente, aos quais se vieram a juntar posteriormente mais 4 Estados. Com o fim do conflito os Estados confederados foram sendo aos poucos incorporados na União entre 1866 e 1870.
Se o objectivo dos Pais Fundadores dos EUA era criarem um sistema que favorecesse a União dos diferentes Estados, esse objectivo quase que se desmoronou com a eleição de Lincoln. O sistema equilibrado criado com a Câmara dos Representantes e o Senado parece-me correcto num país como os EUA, mas o colégio eleitoral que os Pais Fundadores com o objectivo de alcançar um consenso entre os diferentes Estados da Federação parece um enorme erro de cálculo, uma vez que por 3vezes fez com que o candidato mais votado perde-se no colégio eleitoral, por 2 vezes a questão teve mesmo de ser decidida na Câmara dos Representantes, e numa outra desencadeou a Guerra Civil Americana.
Democracia?
Se quisermos ser correctos a Rússia é mais democrática do que os EUA. Na Federação Russa o Presidente é eleito directamente por voto popular tendo de obter mais de 50% dos votos expressos para ser eleito, caso nenhum candidato ultrapasse os 50% há lugar a uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. Nos EUA os eleitores apesar de em muitos Estados o boletim de voto ter o nome dos candidatos estes não votam directamente no Presidente.
Num país que deseja tanto espalhar a democracia pelo mundo é curioso ver que na eleição mais importante do país utilize um sistema que na minha modesta opinião nada tem de democrático, pois permite que um candidato menos votado possa ser eleito.
O sistema de colégio eleitoral fez com que em algumas ocasiões o candidato mais votado não alcançasse a Presidência.
Na eleição presidencial de 1876, o candidato democrata Samuel J. Tilden obteve 51% dos votos contra os 47,9% do candidato republicano Rutherford B. Hayes, mas perdeu no colégio eleitoral por 184-185.
Apenas 12 anos mais tarde, o Presidente democrata Grover Cleveland perdeu a sua reeleição para Benjamin Harrison no colégio eleitoral por um esclarecedor 233-168, mas tinha obtido 48.6% face aos 47.8% de Harrison. Quatro anos mais tarde Cleveland seria eleito novamente Presidente tornando-se no único Presidente dos EUA a conseguir dois mandatos não consecutivos, e também a ser o único Presidente não republicano entre 1860 e 1912.
O caso mais recente ocorreu em 2000, o candidato democrata Al Gore obteve 48.4% dos votos enquanto o seu adversário republicano George W. Bush chegou apenas aos 47.9%, mas Bush venceu as eleições com 271 votos no colégio eleitoral. A eleição ficou marcada pelos problemas registados no Estado da Florida onde o candidato foi declarado vencedor por 537 votos ficando assim o partido republicano com os 25 representantes no colégio eleitoral.
Clique na imagem:
Eleições EUA
Nas eleições norte-americanas para a Presidência, os eleitores não votam directamente no Presidente e no Vice-Presidente, votam para o colégio eleitoral.
É o colégio eleitoral que elege o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA. Para ser eleito Presidente é preciso que o candidato obtenha mais de metade dos votos do colégio eleitoral. Actualmente são necessários 270 votos dos 538 possíveis para um candidato ganhar a Casa Branca. O colégio eleitoral é composto pelos elementos eleitos pelos Estados dos EUA. Em cada Estado vence a eleição o partido que receber mais votos que os demais, numa lógica de o ‘vencedor leva tudo’, ou seja é indiferente o número de votos obtidos a partir do momento que optem mais votos que os demais tem direito a todos os delegados.
O número de elementos do colégio eleitoral é o resultado da soma dos 435 lugares da Câmara dos Representantes, dos 100 lugares do Senado (2 por Estado) e mais 3 de Washington D.C. Ora, sendo a Câmara de Representantes composta por representantes dos Estados consoante a população, os Estados mais populosos têm direito a mais delegados no colégio eleitoral. Aparentemente este sistema faria com que os Estados mais importantes fossem os mais povoados, mas tal não acontece.
A maioria dos Estados dos EUA é primordialmente controlada politicamente por um dos Partidos. A costa oeste dos EUA e o norte da costa leste dos EUA são essencialmente zona democrata enquanto o Sul e o interior são essencialmente zona republicana. Portanto, os Estados mais populosos podem não ser os mais importantes. Analisemos isto do ponto de vista de delegados ao colégio eleitoral, sem baixar da casa dos 15 delegados.
A Califórnia possui 55 delegados, mas é uma zona democrata.
O Texas possui 34 delegados, mas é uma zona republicana.
Nova Iorque possui 31 delegados, mas é uma zona democrata.
A Florida possui 27 delegados, mas apesar de ser no Sul oscila entre ambos os partidos.
A Pensilvânia possui 21 delegados, mas apesar de ser no norte da costa leste oscila entre ambos os partidos.
Illinois possui 21 delegados, mas é uma zona democrata.
O Ohio possui 20 delegados, mas apesar de ser no norte da costa leste oscila entre ambos os partidos.
O Michigan possui 17 delegados, mas é uma zona democrata.
A Carolina do Norte possui 15 delegados, mas é uma zona republicana.
Nova Jersey possui 15 delegados, mas é uma zona democrata.
A Geórgia possui 15 delegados, mas é uma zona republicana.
Nos Estados tradicionalmente republicanos estes conseguem cerca de 180 votos. Nos Estados tradicionalmente democratas estes conseguem cerca de 200 votos.
Considerando que os 180 votos tradicionalmente republicanos vão para John McCain se a eles se juntar a Florida, a Pensilvânia e o Ohio, McCain conseguirá 248 votos.
Considerando que os 200 votos tradicionalmente democratas vão para Barack Obama se a eles se juntar a Florida, a Pensilvânia e o Ohio, Obama conseguirá 268 votos.
A estes Estados devemos acrescentar mais 3 que oscilam entre republicanos e democratas: Missouri (11 delegados), Indiana (11 delegados) e Iowa (7 delegados).
Estes 3 Estados valem juntos 29 delegados, o que a somar à Florida, à Pensilvânia e ao Ohio qualquer candidato que vença nestes seis Estados tem a eleição praticamente garantida.
Se um candidato vencer nestes seis Estados tem a vitória garantida. Portanto, os Estados de facto importantes nas eleições presidenciais nos EUA são: Pensilvânia; Ohio; Indiana; Iowa; Missouri; e Florida.
domingo, 12 de outubro de 2008
Ricardo Araújo Pereira vs Bruno Nogueira
domingo, 31 de agosto de 2008
Portugal venceu os Jogos Olímpicos
Se existiam pessoas que diziam que a União Europeia não servia para nada, agora já não o podem afirmar. Os países da União Europeia conquistaram no seu conjunto 87 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos Pequim2008,deixando para trás a China com 51 medalhas e os EUA com 36, ou seja, a UE conseguiu tantas medalhas como a China e os EUA juntos.
Quem se apercebeu desse facto foi Nicolas Sarkozy "Com 280 medalhas, a União Europeia conquista a liderança da classificação. É uma vitória do desporto e dos seus valores essenciais e que são comuns aos povos da Europa", referiu em comunicado o chefe de Estado da França, que exerce actualmente a presidência da União Europeia.
No total, a União Europeia trouxe de Pequim 87 medalhas de ouro, 101 de prata e 92 de bronze, com o contributo de Nelson Évora, campeão olímpico no triplo salto, e Vanessa Fernandes, medalha de prata no triatlo. Assim, como sem eles a UE não teria um resultado tão avassalador é legitimo afirmar que Portugal venceu os Jogos Olímpicos.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Bush vs Kerry
domingo, 20 de julho de 2008
Guerra Fria
sábado, 19 de julho de 2008
Agradecimento
Queria agradecer a todos aqueles que perdem tempo a reenviarem-me mensagens de correio electrónico sem interesse algum, por vezes mais do que uma vez e para todas as minhas caixas de correio. Se és um deles, obrigado por nada. Graças a ti não passa um dia em que eu não receba um email a dizer:
- O teu MSN vai fechar se não enviares esta mensagem a 11.000 pessoas;
- Se não reenviares este email dentro de 10 minutos vais ter 7 anos de azar;
- Ajuda esta pobre criança que está desaparecida, parece que existem mais Maddie’s por aí, só que os noticiários é que não mostram;
- Reenvia este email a todos os teus contactos e receberás um telemóvel, ou um frigorífico, ou uma estante, ou quiçá até um automóvel;
- Assina esta petição para impedir que os comerciantes te cobrem o IVA, para baixar o preço dos combustíveis e para não teres de pagar mais impostos;
- Salva este animal querido e fofo de ser cruelmente assassinado no canil;
- Como ser feliz e construir um mundo melhor? Leia este email e descobrirá;
- Esta é a história de um senhor salvou o mundo fazendo sorrir uma criança;
- Dalai Lama disse que o caminho para a salvação, faz-se caminhando;
- Se receberes uma mensagem minha a dizer Olá, não abras porque é um vírus muito poderoso que nenhum sistema consegue detectar e/ou eliminar;
- Agradece a Deus tudo de bom, reenvia este email, a internet não é só pornografia.
E como é que começam e acabam todos os emails?
Início - Eu não acreditava até ter reenviado o email.
Fim - Reenvia este email a todos os teus amigos, incluindo à pessoa que te o enviou.
Resumindo, isto significa que por tua causa:
· Devo ter acumulado anos de azar para toda a minha família nos próximos 500 anos;
· Morro todos os meses de causas sobrenaturais;
· Fiquei a saber que raptar crianças em Portugal deve ser um hobbie diário de boa parte da população, o engraçado é que só raptam raparigas e todas as miúdas desaparecidas são iguais umas às outras, pelo menos as fotos são idênticas;
· Nunca recebi nada por ter reenviado emails, às tantas o forward é só para enganar, o que nos dá direito a receber prémios deve ser outra opção qualquer;
· Estranhamente ainda tenho de pagar impostos, será que os funcionários das finanças não sabem que estou isento?!;
· Por acaso até ao momento não tive tempo de salvar qualquer animalzinho da aniquilação, porque deixo passar o prazo, deve ser por estar ocupado a ler os outros emails que me envias;
· Tenho aberto todos os emails que me trazem felicidade e ainda assim acordo mal disposto;
· O meu computador até ao momento não explodiu, os tais vírus poderosíssimos de que falavas afinal estão para chegar;
· Não percebo porque dizes que a internet não serve apenas para enviar emails de pornografia, dado que eu nunca criei nenhum email desses e tu também não mos passas, portanto como é que eu poderia receber ou enviar emails pornográficos?;
· Por fim, peço-te desculpa por não te ter reenviado os emails que me enviaste, quando pedias para o fazer, mas achei que se me os tinhas enviado era porque já os tinhas. Lamento se estiver errado.
Saudações do teu amigo.
sábado, 12 de julho de 2008
Comprar um país?!
Este é o sonho de muita gente, mas nem todos o podem fazer. Não é que lhes falte dinheiro para tal, pois parece que dos 100 maiores PIB’s do Mundo 49 pertencem a empresas. Só que comprar um país dá muito trabalho, regra geral os países têm regras para impedir que um lunático milionário os compre. Como comprar um país está fora de questão, pelo menos em termos formais, o que se pode fazer é comprar pessoas.
Roman Abramovich é conhecido por ser o dono do Chelsea F.C., mas o que as pessoas desconhecem é que este senhor era até a semana passada governador de Chukotka. Em 1999, a Duma (parlamento russo) nomeou-o governador do único distrito federal autónomo do país. Abramovich deveria ter abandonado o cargo em 2005, altura em que estavam previstas eleições, porém tal não foi necessário. O Presidente Putin decidiu abolir as eleições regionais para governadores e deste modo, Abramovich foi apontado novamente para o cargo.
Mas o mundo não é perfeito, e o novo Presidente decidiu que estava na altura do governador resignar. Ora, para quem não sabe Chukotka situa-se no extremo norte do continente asiático, a norte da península de Kamchatka. Chukotka é uma vasta região muito rica em algumas matérias-primas, como por exemplo: petróleo, gás natural, carvão e volfrâmio. Se forem à página oficial do governo podem encontrar referências ao excepcional trabalho umanitário do ex-governador.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Berlusconi
"O Parlamento italiano aprovou ontem, por 309 votos contra 236, uma lei que confere a imunidade penal ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi, ao permitir a "suspensão temporária", durante o mandato, dos processos judiciais em que é acusado." Público 11/07/2008
Melhor do que cometer um crime e sair em liberdade só mesmo fazer aprovar leis que nos impeçam de ser sequer acusados dos crimes.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Casa Branca ofende Berlusconi
A Administração norte-americana deixou escapar alguns dados biográficos de Sílvio Berlusconi que não é suposto aparecerem na sua biografia oficial. Os norte-americanos distribuíram durante a cimeira do G8 uma biografia do primeiro-ministro italiano. Mas a nota biográfica entregue aos jornalistas acreditados na Casa Branca deixou-os perplexos.
Nela caracterizava-se Berlusconi como “um dos mais controversos líderes na história de um país conhecido pela corrupção governamental”. Inicialmente um empresário com grandes "holdings" e influência nos media internacionais, Berlusconi “é visto por muitos como um político amador que apenas obteve o seu alto cargo por meio da considerável influência exercida sobre os media nacionais, até ter sido obrigado a demitir-se em 2006”.
Ao que parece isto terá provocado um escândalo – os media não gostam que digam que eles são controlados, por isso fizeram questão de fazer disto um escândalo. Assim, deparada com este escândalo, a Casa Branca veio a público esclarecer que “os sentimentos expressos não representam as opiniões do Presidente Bush, do Governo ou do povo americano”, ao mesmo tempo que pedia desculpa à Itália e ao primeiro-ministro Sílvio Berlusconi por um “erro muito infeliz”. Portanto, a biografia passou a ser apenas uma referência preguiçosamente copiada de um site na Internet. Agora resta saber quem terá sido o preguiçoso. Eu apostaria no próprio Presidente dado que tem mostrado propensão para a preguiça durante os últimos 7 anos e meio, mas devo ser só eu a pensar isso.
domingo, 29 de junho de 2008
Berlusconi - o intocável
O que fazer quando se tem problemas com a justiça?
A resposta a esta questão é simples, embora possa ter várias variáveis.
Temos a solução Vale e Azevedo que passa por ir viver para Londres, depois de ter saído da cadeia. Mas nem todos podem contar que o dinheiro das trafulhices que os levaram a ser presos esteja à espera deles de braços abertos quando são libertados, pelo que é preciso tentar evitar ser preso.
É por isso que vos vou apresentar a solução Berlusconi.
A solução Berlusconi é uma solução que já provou a sua eficácia na Itália e que pode ser facilmente adaptada a Portugal, dado que o nosso sistema de justiça já demonstrou que consegue ser pior que o italiano.
Antes de mais para colocar em prática a solução Berlusconi é preciso ter um partido político, coisa fácil no nosso país, afinal o Paulo Portas é líder do CDS/PP e o Santana Lopes teve a lata de se candidatar à liderança do PSD.
Depois de se controlar o partido à escolha é necessário fazer com que o mesmo chegue ao poder. Como fazer isso? Elementar, meus caros. Para tal basta esperar que sejam convocadas eleições e convencer os otários, também designados por eleitores, de que têm a solução para o país. É aconselhado que controlem os meios de comunicação para ajudar na campanha. Para quem não sabe a campanha serve para informar os otários de que em determinado dia, eles têm de ir às urnas votar no vosso partido.
Depois é só esperar que sejam chamados para formar governo, ou seja, dar ministérios aos vossos amigos. E de seguida podem fazer o que fez Berlusconi.
Mas o que é que fez o Berlusconi?!
O primeiro-ministro italiano, fez adoptar pelo seu governo um projecto de lei sobre a imunidade penal das quatro figuras de Estado com mais poder. O projecto de lei prevê a “suspensão temporária” dos procedimentos judiciários contra o Presidente da República, os presidentes do Senado e do Parlamento, bem como contra o primeiro-ministro. A suspensão terá uma duração igual à duração do mandato. Para que não o acusem de querer ficar à margem da justiça, o projecto de lei prevê que o acusado possa renunciar à imunidade, se assim o desejar.
Para que as pessoas não percebam bem o que se está a fazer é preciso que se mande as culpas para cima de outros, e também que arranjem justificações por mais patetas que sejam.
O objectivo desta lei é o de proteger “o desenrolar sereno das funções dos mais altos responsáveis do Estado” italiano, explicou o ministro da Justiça, Angelino Alfano.
Silvio Berlusconi é responsável por “governar sob os ataques constantes de juízes”, denunciou o seu advogado, Niccolo Ghedini, deputado do Partido das Liberdades (PDL), do chefe de governo.
O chefe de governo, cujas relações com a justiça do seu país são notoriamente más, acusa a esquerda de o querer eliminar da cena política com a ajuda daqueles a quem chama de “juízes vermelhos [comunistas]”, uma vez que estes não o conseguiram derrotar nas urnas.
Viram é fácil, escapar à justiça.
A democracia é uma coisa muito bonita.
PS: Esta solução não pode ser usada por todos, pois cada país só pode ter um primeiro-ministro.