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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Filho do Recluso

Não podia deixar de reservar um espaço neste fórum para a cultura. Muitos são os que ainda desconhecem o duo Júlio Miguel e Lêninha.
Eu próprio também não sei quem são Júlio Miguel e Lêninha, e depois de ouvirem o Filho do Recluso vão perceber. Em primeiro lugar, torna-se difícil perceber porque é um duo, nomeadamente porque só se ouve um miúdo a cantar.
Chamo a atenção para o português da letra.


Ps. Se alguém sabe o que é "estar repeso" ou um "requeluso", avise-me.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Urso Processado

Um urso não resistiu ao mel e o dono das colmeias decidiu processá-lo.

Não se trata de um episódio de Zé Colmeia*. Aconteceu mesmo, um macedónio resolveu processar um urso que lhe andava a atacar as colmeias à cerca de um ano. Ora, se acham que é estúpido o facto de alguém se lembrar de processar um urso, fiquem sabendo que o tribunal aceitou a queixa e condenou o urso.

O tribunal de Bitola encheu-se de pessoas que queriam assistir ao julgamento. Porém, o urso faltou à audiência, tendo sido julgado à revelia. O urso acabou por ser condenado mas ninguém lhe conseguiu colocar as algemas, muito menos convencê-lo pagar a indemnização.

O apicultor Zoran Kiseloski afirmou ter apresentado queixa por estar desesperado, porque havia mais de um ano que tentava proteger as suas colmeias, por si só. Segundo a BBC, o dono das colmeias conseguiu afastar o animal por algum tempo ao usar um gerador para iluminar a área e ao pôr a tocar folclore da Sérvia. Todavia, passado pouco tempo o gerador avariou-se, e no escuro e em silêncio o urso retomou os ataques.

O problema maior desta situação é que o Estado não conseguiu obrigar o urso a pagar a indemnização e não pode capturar o urso por pertencer a uma espécie protegida. Assim, o Estado viu-se forçado a ter de pagar ao apicultor do seu próprio bolso 2238€.

*Para quem não se lembra o Zé Colmeia era um desenho animado. O Zé Colmeia vivia no parque de Jellystone, algures nos EUA. Era nesse parque que ele e o Catatau passavam a vida à procura de cestas de piquenique que rouba de turistas.


Obrigado por tudo mãe!

Tudo o que sempre necessitei saber, aprendi com a minha mãe:

A minha mãe ensinou-me a apreciar um trabalho bem feito:
‘se tu e o teu irmão se querem matar, vão lá pra fora. Eu acabei de limpar a casa!!!


A minha mãe ensinou-me a ter fé:
‘é melhor rezares para essa mancha sair do tapete. ‘


A minha mãe ensinou-me a lógica:
‘por que eu digo que é assim, acabou, e ponto final! ‘


A minha mãe ensinou-me o que é motivação:
‘continua a chorar que eu vou-te dar uma razão verdadeira para chorares! ‘

A minha mãe ensinou-me genética:
‘és igualzinho ao traste do teu pai! ‘

A minha mãe ensinou-me as minhas raizes:
‘deves tar a pensar que nasceste numa família rica. ‘

A minha mãe ensinou-me a contradição:
‘fecha a boca e come!!!’

A minha mãe ensinou-me a ter força de vontade:
‘vais ficar aí sentado até comer tudo’.


A minha mãe ensinou-me sobre justiça:
‘um dia terás os teus filhos, e eu espero eles sejam iguais a ti… vais ver o que é bom.’


A minha mãe ensinou-me a valorizar um sorriso:
‘responde-me de novo e eu arrebento-te os dentes!!!’


A minha mãe ensinou-me a rectidão:
‘eu ajeito-te nem que seja com porrada!!!’


Obrigado, Mãe!!

sábado, 28 de junho de 2008

A primeira vez

A história que se segue não é recomendada a pessoas sensíveis, a linguagem utilizada pode ferir susceptibilidades.

É uma história real, para quem não sabe o que significa quer dizer que aconteceu mesmo. Eu garanto-vos, eu vi eu estava lá. O nome das personagens foi propositadamente alterado para proteger as pessoas em questão, isto é: o Ricardo, o Nuno, o Luís, o Hélder e o António são nomes inventados por mim ao calhas para me proteger e manter no anonimato.

Outubro de 2004

Coimbra, Portugal

Eram uma vez dois caloiros que acabavam de chegar à bela e esplêndida cidade de Coimbra. Na ânsia de adquirirem conhecimento, eles vieram morar para a residência, um local mágico onde acontecem mais fenómenos estranhos do que no Entroncamento. E eis que um dia aconteceu…a primeira noite de copos em Coimbra.

A noite estava calma, até que o Luís chegou à residência desejoso de conhecer as novas aquisições da casa. Ao ver o Nuno e o Ricardo na sala o Luís fica irrequieto e pergunta logo:

- Como é c*r*lhos?! Vamos para a noite?!

Ao que os novatos responderam em couro em sinal de respeito:

- Oh grandioso Luís, tu que és uma esponja do c*r*lho*, ensina-nos o caminho para a salvação.

Na busca pelo néctar sagrado, juntaram-se o Hélder e o António. E partiram os cinco rumo à Alta coimbrã. A primeira paragem foi o Couraça, esse sítio encantador onde se pode ingerir uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, ao que o Luís chama carinhosamente por jola.

No entanto, rapidamente o grupo de aventureiros se começou a dividir. O Hélder e o Nuno começaram a definir qual seria a primeira tramóia de ambos. O Luís explicava ao António como era ser “O Luís”. O que significava que o Ricardo estava a ser marginalizado.

Porém, após vários metros de cerveja, o Ricardo resolveu soltar as amarras que o prendiam e interroga os presentes:

- Vamos fazer merd*?!

Ao que o experiente Luís, aclara:

- Fod*-se, tive-me a c*g*r a noite toda. Não sentiste, c*r*lho?!

Mas, o Ricardo não se deixou ficar, qual cantor à desgarrada, e contra-argumentou:

- Uma vez em Évora, chamei p*neleiro a um matulão de dois metros. E ele no seu bom-senso torceu-me o nariz.

E foi com este poderosíssimo indício de que a noite ainda estava longe de terminar que os nossos heróis partiram em busca de um local onde lhes pudessem dar abrigo e protecção. Contudo, as forças do mal já tinham desenvolvido uma das suas formas mais ameaçadoras para os jovens estudantes da cidade – a trupe.

Os cinco colegas tentaram desesperadamente livrar-se da perseguição da trupe, porém um deles foi apanhado. A trupe capturou o jovem Ricardo e o seu destino parecia traçado. Mas numa reviravolta épica, eis que um gabiru voltou atrás para salvar o pobre caloiro. O Hélder usando as suas superpoderosas quatro matrículas, virou-se para os elementos da trupe e explicou-lhes quem é que mandava ali, salvando dessa forma heróica o Ricardo.

Ultrapassado este poderoso inimigo, o imprudente Ricardo transportou às suas costas o denso Hélder para longe do perigo que ainda representava a trupe, num raro gesto de arrojo que pude testemunhar na minha vida. Porém, toda a acção tem uma reacção, e a força do Ricardo sucumbiu à carga que pesava sobre ele, e os dois companheiros tombaram, tendo o corcel se aleijado na pata.

A situação exigia medidas extremas e o Hélder com as suas capacidades de massagista analisou a perna do Ricardo. A conclusão foi instantânea:

- Ele está bem. A pata não tem nada. Eu sei ver estas coisas.

Todavia, era impossível continuar, foi necessário chamar e carregar o Ricardo para um táxi. No momento em que colocámos o Ricardo no carro, o Nuno numa acção mais rápida do que o Lucky Luke colocou-se logo dentro do veículo. O António ainda esboçou uma questão:

- Mas tu acabaste de chegar à cidade, sabes onde fica o Hospital?

Contudo, a determinação do jovem aventureiro era enorme, e o grupo dividiu-se. O Nuno e o Ricardo foram para o hospital e o António, o Luís e o Hélder para a discoteca.

Porém, quando estavam quase a chegar ao hospital, o Ricardo resolve deitar cá para fora o que vinha a remoer lá dentro, nomeadamente para cima do motorista. E foi nesse momento que o Nuno provou que fazia todo o sentido ele estar presente. Mais uma vez usando a sua super velocidade, o Nuno sacou da carteira do Ricardo, tirou 10€ da mesma, deu-os ao motorista e disse-lhe:

- Fique com o troco e não nos bata.

E enquanto dizia a frase sai com o Ricardo porta fora, ainda com o carro em movimento, num gesto de aflição para chegar às urgências. Nas urgências diagnosticaram que o Ricardo tinha torcido a patorra e que por isso teria de repousar e não poderia movimentar-se durante uns tempos. Assim, o Nuno e o Ricardo passaram a viver juntos no mesmo quarto, porém as coisas não duraram muito. Penso que o facto de o primeiro ter vomitado para cima do segundo não terá ajudado a relação, pelo que passado pouco tempo se separaram.

Os dois ainda habitam actualmente a residência, apesar de nunca mais terem partilhado um quarto. Por vezes ainda é possível observar as marcas quando o Ricardo coxeia devido à primeira vez dos dois.

Quanto às restantes três personagens desta história, terminaram a noite de um modo mais agradável, talvez porque ao contrário dos outros dois sabiam onde moravam exactamente e não andaram às voltas pela cidade, nem estiveram duas horas a tentar encontrar um caminho para chegar a casa.

FIM

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Wikipédia apoia Vale e Azevedo

Palavras para quê?! Leiam a citação:

João Vale e Azevedo foi o 31.º presidente do clube desportivo Sport Lisboa e Benfica entre 1997 e 2000, período que, segundo alguns adeptos, terá ficado marcado pela recuperação desportiva do clube.

Vale e Azevedo terá devolvido o prestígio e o orgulho ao SLB. O Estádio da Luz voltou a registar grandes enchentes, tal como outros estádios onde o SLB jogou. O clube regressou à Liga dos Campeões e Portugal voltou a sentir a alma benfiquista com Casas do Benfica a surgirem por todo o país e no mundo onde existem emigrantes portugueses. Assembleias gerais foram realizadas, com milhares de sócios a assistir e transmitidas em directo pela televisão. Vale e Azevedo contratou o treinador José Mourinho, que veio a revelar-se com um dos melhores treinadores mundiais, e lançou vários jogadores das escolas do clube, como Maniche, Moreira, Jorge Ribeiro, Pepa, etc.

Vale e Azevedo deixou o SLB numa das maiores recuperações futebolísticas da história do clube.

No entanto, após ter perdido a reeleição para Manuel Vilarinho. De modo, a destruir o seu trabalho enquanto benfiquista foi preso preventivamente sob várias acusações de fraude e corrupção, vindo a ser condenado em vários processos movidos contra ele.

Em Outubro de 2006, no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, Vale e Azevedo foi condenado a sete anos e meio de prisão por suposta prática dos crimes de falsificação e burla qualificada, em processo movido pela família Dantas da Cunha. Em 9 de Maio de 2008, foi tornada pública uma decisão do Tribunal Constitucional desfavorável a Vale e Azevedo, fazendo, assim, transitar em julgado a sua condenação de 2006 e obrigando o ex-presidente do Benfica a ir para a prisão cumprir a pena.

No entanto, Vale e Azevedo, ausentou-se em 2006 de Portugal e foi viver para um bairro de Londres, Knightsbridge, na vizinhança da Embaixada de Portugal, segundo revelou o Correio da Manhã de 23 de Junho de 2008, o magnata russo Roman Abramovich morra nas redondezas da residência do ex-presidente benfiquista. Foi emitido um mandato nacional de captura contra Vale e Azevedo em 26 de Maio de 2008. O antigo presidente do Benfica está em Londres à frente de uma sociedade de investimento. A 11 de Junho de 2008 foi emitido um mandato de detenção europeu contra Vale e Azevedo, segundo revelou a Rádio Renascença e a imprensa portuguesa. Entretanto Vale e Azevedo já concedeu uma entrevista aos meios de comunicação, na qual expôs a sua versão dos acontecimentos e se defendeu das acusações que pesam sobre ele. Na entrevista o antigo presidente do SLB afirmou que não se encontra foragido à justiça, mas que não irá pagar um avião para voltar para Portugal, onde tentam prendê-lo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Vale_e_Azevedo

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Consultório Sentimental

“Puto, tenho longos anos nesta academia e o meu trabalho sempre foi reconhecido pelo meu jeito próprio, elegante e cativante como agarro os cigarros e emborco finos no bar da AAC. Sempre houve um grande consenso à minha volta como DUX. Mas agora andam para aí uns indivíduos que com argumentos dizem que eu estou a destruir a tradição quando tento ganhar dinheiro com a queima. Eles querem roubar-me a coisa mais preciosa que eu tenho. Já apelei à unidade à minha volta e pedi para silenciarem esses seres malvados, mas eles continuam a criticar-me, que devo fazer?”

Anónimo


Caro anónimo do nº 2 da Padre António Vieira, aconselho-te a rodeares-te de pessoas de confiança, aquelas que possuem ambições pessoais muito elevadas no seio da AAC, e que pouco ou nada fazem para promover o movimento estudantil. Só deste modo, garantes que eles não te vão abandonar, pelo menos até terem um convite geral para a próxima queima. A solução é destruíres o que ainda possa restar de actividade estudantil, só assim podes defender a tua galinha dos ovos de ouro.