domingo, 31 de agosto de 2008
Portugal venceu os Jogos Olímpicos
Se existiam pessoas que diziam que a União Europeia não servia para nada, agora já não o podem afirmar. Os países da União Europeia conquistaram no seu conjunto 87 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos Pequim2008,deixando para trás a China com 51 medalhas e os EUA com 36, ou seja, a UE conseguiu tantas medalhas como a China e os EUA juntos.
Quem se apercebeu desse facto foi Nicolas Sarkozy "Com 280 medalhas, a União Europeia conquista a liderança da classificação. É uma vitória do desporto e dos seus valores essenciais e que são comuns aos povos da Europa", referiu em comunicado o chefe de Estado da França, que exerce actualmente a presidência da União Europeia.
No total, a União Europeia trouxe de Pequim 87 medalhas de ouro, 101 de prata e 92 de bronze, com o contributo de Nelson Évora, campeão olímpico no triplo salto, e Vanessa Fernandes, medalha de prata no triatlo. Assim, como sem eles a UE não teria um resultado tão avassalador é legitimo afirmar que Portugal venceu os Jogos Olímpicos.
Miss Jogos Olímpicos
Segundo a revista Sport Illustrated os desportistas considerados bonitos costumam encabeçar a lista dos mais bem pagos. A fórmula é a seguinte: primeiro tem de se ser um atleta, a beleza é secundária, mas quando aparece alguém que é fantástico nas duas coisas, então ele cria uma marca. Este é a fórmula de Leryn Franco. Em 2006, ela fez uma pausa nas suas 4 horas de musculação e outras 2 horas de alongamentos diários, e concorreu a Miss Biquíni Universo de onde saiu com o título de Princesa do Biquíni, aproveitando a embalagem também concorreu a Miss Paraguai, mas ficou com o 2º lugar.
Contudo, a musa deixou Pequim num triste 52º lugar, abaixo do 42º obtido em Atenas; e apesar de não ser portuguesa também se desculpou. Afirmou que os meses antes dos Jogos foram meses de muitas mudanças, pois mudou de país e de equipa técnica, e concluiu que o desporto não é uma ciência matemática.
Sérgio Paulinho
"Algumas pessoas não compreendem o facto de não ter ido aos Jogos, mas não fui por problemas de saúde. Não podia correr sem medicação para a asma, já que o Comité Olímpico Internacional (COI) não o permite", disse Paulinho, garantindo que a presença em Pequim era um dos seus objectivos.
Medalha de prata em Atenas2004 na prova de estrada, Sérgio Paulinho anunciou a ausência nos Jogos Olímpicos deste ano a poucos dias do evento, depois de ter estado incluído no Projecto Pequim durante quatro anos, com uma bolsa de 1.250€ mensais.
Sérgio Paulinho mostrou-se ainda agradado com a participação lusa em Pequim, voltando a lamentar a sua ausência.
"Foi uma participação positiva, com o ouro de Nelson Évora e a prata da Vanessa (Fernandes). Penso que todos os atletas estiveram bem. O Gustavo Lima fez um quarto lugar e ainda houve boas classificações no judo. Penso que correu tudo bem."
Eu também lamento que existam mal-entendidos, porque se um desportista recebe 1.250€ mensais, o que equivale a 60.000€ ao fim de quatro anos, para se preparar para uma competição tem de participar nela, em vez de ficar em casa. Mas se não podia ir, deveria ter a decência de devolver o dinheiro, algo que já se sabe que não fará.
Além disso, o homem não deve ter visto os mesmos Jogos do que eu, porque nem todos os atletas estiveram bem, a começar por ele, por isso não percebo como é que ele tem coragem para dizer que correu tudo bem.
As desculpas
Os Jogos Olímpicos terminaram e eu ainda me sinto à deriva depois de ter passado mais de duas semanas a ver e a ouvir a participação portuguesa em Beijing.
Adorei a participação portuguesa na mais importante competição desportiva do Mundo, podemos não ter alcançado os objectivos, mas sabemos que a culpa não foi nossa.
Passámos de bestas a bestiais de um dia para o outro. Para tal bastou que o Nelson Évora saltasse a 17,67m para dentro de uma caixa de areia. Assim, tivemos a nossa quarta medalha de ouro em XXIX edições dos Jogos Olímpicos.
Mas, apesar deste grande contratempo, os nossos atletas conseguiram manter um elevado nível de desculpas para não terem conseguido chegar às medalhas ou para terem ficado longe do apuramento para a fase seguinte da sua categoria.
Eis a lista das desculpas:
“Não tivemos uma competição justa. Lutei um pouco contra os árbitros. Saí com vontade de rir. Pensei que estava a lutar contra quatro pessoas. Mas nem quero dar isso como desculpa.” - Telma Monteiro (Judo) - cá está, uma pessoa que não quer dar a desculpa que a culpa é dos árbitros, o que revela profissionalismo da parte dela;
“Não vale a pena dada a forte concorrência africana.” - Jessica Augusto (5.000mAtletismo) – bem pensado, a atleta decidiu não participar na prova para a qual se tinha preparado nos últimos quatro anos, assim tirou o prazer às adversárias de lhe ganharem;
“Fiquei bloqueado ao ver o estádio olímpico cheio.” - Arnaldo Abrantes (200m Atletismo) - sacanas dos chineses, para bloquear o nosso atleta resolveram encher o estádio olímpico, coisa nunca vista nas edições anteriores dos Jogos;
"Estava bem, fiz o aquecimento bem. A única explicação é que, infelizmente, não sou muito dada a este tipo de competições.” - Vânia Silva (Lançamento do Martelo) - estava tudo bem, mas ela não é dada a este tipo de competições... esta não consigo perceber;
"Não me consegui adaptar ao lado do pavilhão onde joguei, havia um pouco de vento." Marco Gonçalves (badminton) - aparentemente os chineses fizeram um pavilhão no qual circula vento, acho estranho que tal aconteça, mas havendo vento este não afectou o outro jogador?!;
"Não estive no meu melhor, as dores de cabeça também não ajudaram." Ana Moura (badminton) - uma desculpa à mulher;
"Fizemos um aquecimento muito bom, estávamos os dois muito descontraídos, mas, quando entrei no recinto, percebi logo que a égua estava com medo." Miguel Ralão Duarte (hipismo) -fantástico, devido ao medo que a égua mostrou do ecrã instalado no recinto, ele decidiu não participar, nem consigo comentar;
“De manhã, só é bom é na caminha, pelo menos para mim.” - Marco Fortes (Lançamento do Peso) - como é que queriam que ele conseguisse obter um bom resultado ao colocarem a prova de manhã, aposto que ele não sabia com antecedência que tinha de competir de manhã.
A prestação menos conseguida dos portugueses parecia estar a provocar danos, tendo o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, anunciado que não pretendia se recandidatar devido a ter falhado o objectivo que delineou para os jogos: três a quatro medalhas e 60 pontos. Mas, depois percebeu que afinal esta tinha sido a nossa melhor participação de sempre, e agora já diz que a declaração que proferiu foi precipitada. Aconselho-o a ficar calado para a próxima.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Som de Cristal
quinta-feira, 31 de julho de 2008
O Vilão
O Vilão
Antes de mais gostaria de caracterizar essa bela personagem que é o vilão. O termo vilão remonta à Idade Média, este era o descendente dos camponeses livres, o que significava que podia abandonar as terras do seu senhor caso o desejasse, o que fazia dele uma má pessoa para o senhor das terras, porque ao contrário dos servos poderia abandoná-lo sem quaisquer consequências.
Actualmente o vilão é o anti-herói, o adversário do protagonista da história que se caracteriza por possuir as características opostas do herói. Enquanto o herói é a personificação do bem o vilão é a personificação do mal. Geralmente o vilão tem objectivos simples como dominar o mundo ou o universo, dependendo do estilo da história. Normalmente o vilão elabora um plano maquiavélico para alcançar os seus propósitos, mas infelizmente é comum que não consiga fazer valer os seus intentos.
Ora, se o vilão não consegue valer os seus intentos é porque está a fazer alguma coisa de errado, talvez porque quando o vilão é confrontado com a possibilidade de eliminar o seu oponente escolhe meios muito pouco práticos. Portanto decidi analisar os vilões e ver onde é que eles erram, de modo a que caso no futuro me venha a tornar num vilão não cometa os erros do típico vilão. Eis o que irei fazer:
Ensinarei os meus subalternos a disparar, caso ainda não tenham reparado os ajudantes do vilão não sabem disparar armas o que faz com que o herói consiga sobreviver para destruir o plano do vilão;
Caso tenha oportunidade de matar o herói não pensarei duas vezes, nem me darei ao trabalho de arranjar um esquema qualquer do qual existe a possibilidade de ele sobreviver;
Não contarei o meu plano maquiavélico para dominar o mundo ao herói antes de o matar, se o sacana me escapar por alguma razão, pelo menos não saberá o que tenciono fazer;
Não matarei os meus próprios colaboradores, quantos menos colaboradores tiver pior será para mim, uma vez que são menos pessoas a tentarem ajudar-me a dominar o mundo;
Os túneis de ventilação do meu covil serão pequenos demais para impedir que o herói possa andar dentro deles;
Se tiver derrubado alguém para chegar ao poder, não deixarei aquele que derrubei dentro de uma masmorra à espera que ele morra, nem o exilarei, ele será morto para que não volte com intenções de recuperar o que era dele por direito;
O objecto que me confere poder não será guardado num local distante de mim que poderá ser acessível ao herói, este será guardado numa caixa forte com um código que só eu saberei num local que eu frequente, caso exista um objecto que me possa destruir este será destruído e não guardado;
Se o meio para chegar ao poder for casar com alguma princesa, não me darei ao trabalho de arranjar uma grande cerimónia com vários dias de preparação, irei levá-la directamente ao registo civil e casaremos lá imediatamente;
Se a princesa se recusar a casar comigo, não esperarei até que ela o deseje, ou a forço a casar-se naquele momento ou a mando executar;
No meu palácio do mal não instalarei nenhum mecanismo de auto-destruição;
Caso precisa de interrogar os meus inimigos não os levarei para o centro de comando da minha organização malévola, um local discreto e isolado serve perfeitamente para espancar um tipo;
Não deixarei pistas para os meus inimigos desvendarem, não tentarei provar que sou mentalmente superior aos meus adversários enviando-lhes pistas do meu plano maquiavélico;
Os corpos de todos os meus inimigos serão cremados depois de serem esquartejados, não vá algum deles sobreviver;
Não deixarei nenhum herói para morrer amarrado nos carris, matá-lo-ei antes de o atirar por um penhasco, só depois deste procedimento celebrarei a sua morte;
O meu adversário não terá direito à realização de qualquer desejo antes de morrer, não vá ele servir-se disso para escapar;
Se por mero acaso quiser fazer com que a morte do meu inimigo seja acidental, farei com que a bomba expluda quando ainda faltarem 2 ou 3minutos para o fim da contagem decrescente, nessa altura ele já deve ter tido tempo para se soltar, mas ainda deve estar a pensar como desactivará a bomba;
Jamais iniciarei uma frase com “Antes de te matar, há algo que te quero contar…”;
Se contratar conselheiros irei ouvir os seus conselhos e segui-los, não vão eles ter razão;
Evitarei ter filhos ao máximo, não vá algum dos miúdos tentar usurpar-me do poder;
Se tiver uma filha, ela será afastada de mim, não vá ela apaixonar-se pelo herói e trair-me;
Evitarei dar risadas estúpidas e maníacas, pode dar a entender a quem ainda não percebeu que eu não regulo lá muito bem;
As minhas forças do mal, não usarão uniformes parecidos com forças que acabaram por ser derrotadas, precisarei de algo mais positivo;
Se as armas das minhas tropas estiverem ligadas a alguma energia que as alimenta, os equipamentos das minhas tropas terão armas convencionais que possam fazer frente às rudimentares armas dos meus adversários, caso o herói desligue a energia;
Por mais atraente que possa parecer uma jovem da rebelião não irei pedir que a tragam aos meus aposentos para ela me matar, devem haver outras jovens atraentes que não me queiram matar;
Todas as belas mulheres que trabalham nas tabernas e tascas do meu território malévolo serão substituídas por mulheres que não sejam belas e que se limitem a servir bebidas e não a incentivar o herói contra mim;
Não deixarei prisioneiros importantes na mesma cela na prisão, e nem por sombras deixarei que os guardas da prisão tenham as chaves da cela, a chave que permita ao herói e amigos sair da prisão será destruída;
Se por acaso me disserem que estou a perder uma batalha importante não insistirei mais e ordenarei a retirada em vez de mandar todas as minhas tropas para a morte certa;
Se matar um inimigo que me deu muito trabalho a matar, procurarei saber se ele tem família, se sim ordenarei a execução imediata de todos, não deixarei que os filhos cresçam com sentimentos de vingança contra mim;
Se tiver que combater numa batalha não irei na frente para procurar lutar pessoalmente com o meu inimigo, afinal tenho colaboradores para fazerem essas tarefas;
Quando apanhar o herói e não o puder matar imediatamente porque ele possui informações que eu necessito, irei ordenar que procurem o animal de estimação dele e que o matem, não vá o bicho desamarra-lo ou roubar as chaves da masmorra onde ele está;
Se capturar uma rebelde e ela disser que está apaixonada por mim e que trairá os seus companheiros se eu lhe disser qual é o meu plano para dominar o mundo, não irei acreditar nela e não lhe contarei o meu verdadeiro plano;
Depois de me instalar no meu palácio malévolo irei contratar arquitectos para que analisem se existe algum túnel ou alguma passagem secreta que não seja do meu conhecimento;
Se por acaso achar que posso convencer o herói a tornar-se no meu número 2, não o farei com o meu actual número 2 na sala;
Não direi aos meus colaboradores para trazerem o meu inimigo vivo para eu conversar com ele, se não preciso de obter nenhuma informação da parte dele, também não preciso que ele permaneça vivo;
Não deixarei que prisioneiros de um sexo sejam vigiados por membros do sexo oposto.